Oct 10 2006
O açúcar barreado
Dando continuidade à seqüência de posts sobre o livro História Concisa do Brasil (Boris Fausto), vou escrever sobre a produção brasileira de açúcar durante o período colonial.
Nas décadas de 1530 e 1540, a produção açucareira consolidou-se no Brasil. Portugueses, italianos e flamengos (holandeses) vieram ao nosso país com o intuito de dar continuidade e melhorar a produção deste “alimento/remédio/condimento” (sim, ele era usado para todas essas finalidades).
Pelos motivos mais diversos (clima, localização, etc.) Bahia e Pernambuco foram os grandes centros açucareiros da Colônia.
O barreado do título surgiu da utilização do barro na preparação do açúcar. Enquanto alguns países europeus utilizavam refinarias para obter o açúcar branco, o Brasil, como não possuía nenhuma, utilizava o barro. Apesar disso, não era considerado um produto de má qualidade.
Foi justamente nessa época que houve a passagem da escravidão indígena para a africana. Em 1574, por exemplo, os africanos representavam 7% da força de trabalho escrava. Já em 1591, eram 37%, e, aproximadamente em 1638, africanos e afro-brasileiros (pessoas com ascendência africana) compunham a totalidade da força de trabalho.
Durante todo o período colonial do país, o açúcar foi o principal produto a ser exportado. Levou vantagem até mesmo em relação ao ouro. Em 1760, por exemplo, 50% do valor total das exportações era referente ao açúcar, contra 46% do ouro.
É isso aí. Antes de consumir açúcar, leia.
Até +. ![]()







