Jun 16 2007

O Vitor ficou doido… Ou será que os doidos somos nós?

Autor: Marcos Dell Antonio - Categorias: Cotidiano, Tecnologia

Vitor Fernando Pamplona é um acadêmico de ciências da computação com bacharelado na Universidade Regional de Blumenau (FURB) e atualmente cursando o mestrado na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Recentemente ele teve uma série de surtos.

Descobriu que Java não é a solução para todos os problemas. Passou a encarar o paradigma de orientação a objetos (OO) como uma opção e não mais uma obrigação. Entendeu que bons programas são desenvolvidos por bons programadores e não por boas ferramentas e/ou linguagens. Enfim, Vitor é uma metamorfose ambulante (definição atribuída por ele mesmo).

Pronto. Se você não conhecia o Vitor, agora já pode ter uma idéia de quem é o cara.

Agora sim, o meu post…

Depois que li o post Escolhas e Valores que o Vitor publicou recentemente, resolvi sintetizar as idéias dele e dos participantes (nos comentários) para ver se cai a ficha de mais alguém.

Ontem mesmo, aqui no meu blog eu postei um comentário que diz o seguinte:

(…) gostaria muito de ter um sistema utópico como todo javeiro sonha que tem. Aquele modelo de classes altamente atualizado, com baixo acoplamento, componentizado como manda o figurino e, o melhor de tudo, com um desempenho excelente.

Entende-se por Utopia a concepção de um estado perfeito. O Vitor atacou exatamente este ponto: tem muita gente achando que está resolvendo problemas e encontrando a melhor solução quando, na realidade, está criando outros mais complexos para serem resolvidos.

Por quê? Simplesmente por não abrir mão de um paradigma (seja ele OO ou procedural) ou uma técnica que os outros julgam mais apropriada.

Extraí do post do Vitor e dos comentários os trechos abaixo e acredito que você encontrará um certo sentido em todos eles:

(…) usar OO ou procedural, não faz diferença, quem faz a diferença são os teus programadores, se eles sabem distribuir o código ou não. (…) (Vitor, no post)

(…) novas tecnologias trazem novos problemas, já que como elas permitem mais coisas, os requisitos são sempre mais complexos (o que antes era só ‘deve funcionar’, agora deve atender a centenas de usuários simultâneos, seguro, distribuído, ser bonito, usável, acessível, performático e se possível, cheiroso). (…) (Tetsuo, primeiro comentário)

(…) neste momento eu considero que Java traz muito mais problemas do que soluções para a maioria das aplicações (exceto talvez as gigantescas). Talvez não traga mais problemas, mas os torna mais complexos de serem resolvidos. Sendo assim, fico com os mesmos problemas, mas com uma linguagem que me ajude a resolvê-los. (…) (Vitor, segundo comentário)

(…) Hoje em dia, qualquer desenvolvedor tem que se preocupar com muito mais coisas do que precisava a alguns anos atrás (…) . (Tetsuo, terceiro comentário)

(…) O que quero dizer é, tecnologias não são melhores ou piores simplesmente. Elas podem ser melhores ou piores em um determinado contexto, que envolve vários pontos, como objetivos, limitações, capacidade da equipe, etc. (…) (Tetsuo, terceiro comentário)

Se você analisar atentamente os comentários do Tetsuo e o post do Vitor, verá que ambos dizem praticamente a mesma coisa. A tecnologia existe. Está aí para resolver diversos problemas. Porém, cada caso é um caso e não existe generalização. A solução aplicada aqui pode não ser válida lá.

Então pare de tentar enfiar um quadrado em um buraco em forma de círculo. Não tente encontrar respostas onde só existem perguntas. Use a tecnologia ideal conforme a situação.

Nossa ciência realmente não é exata. :)

Até +.

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