Jul 26 2007

O Mundo de Sofia

Autor: Marcos Dell Antonio - Categorias: Uncategorized

Este excelente livro já foi comentado aqui no blog diversas vezes. Muito mais do que um best-seller, ele é um ótimo romance que conta ao leitor um pouco da história da filosofia.

Jostein Gaarder não poupou detalhes para contar a estória de Sofia Amundsen, uma jovem garota que às vésperas de completar 15 anos começa a receber cartões postais com diversos questionamentos sobre a sua vida. Este mistério é o ponto de partida para contar a história da filosofia ocidental, partindo dos Pré-Socráticos aos Pós-Modernos.

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Jul 24 2007

Quando Nietzsche Chorou

Autor: Marcos Dell Antonio - Categorias: Uncategorized

Mais um excelente livro que também já foi comentado diversas vezes aqui no blog e que resolvi torná-lo parte do Espaço Cultural.

Quando Nietzsche Chorou é um romance escrito por Irvin D. Yalom que se passa em Viena no século XIX às vésperas do nascimento da psicanálise. Nietzsche, um dos maiores filósofos da Europa, está à beira do suicídio quando Lou Salomé, uma de suas amigas, pede para Josef Breuer, experiente médico, ajudá-lo através de uma terapia à base da conversa.

Sigmund Freud é um jovem médico que passa grande parte do tempo com Breuer acompanhando seu trabalho. Entre conversas e mais conversas, tanto com Nietzsche e Freud, Breuer descobre que está atormentado por alguns problemas e a cura está nas palavras de Nietzsche.

Confesso que li este livro em 17 dias. É excelente e foi o presente de aniversário que dei para a minha prima.

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Jul 24 2007

História Concisa do Brasil

Autor: Marcos Dell Antonio - Categorias: Uncategorized

Depois de blogar algumas vezes sobre este livro resolvi apresentá-lo a todos os leitores através do Espaço Cultural deste blog.

História Concisa do Brasil é um livro do escritor Boris Fausto, doutor e livre-docente pela Universidade de São Paulo (USP). Ele retrata de forma simples e sucinta os principais aspectos da história brasileira, partindo do Brasil Colônia (1500 até 1822), passando pelo período monárquico, a primeira república, a era de Getúlio Vargas e chegando até o regime militar e a sua transição para a democracia (1964 até 1984).

Eu era um leigo em história e como tal posso garantir que vale a pena ler este livro. Absorvi facilmente o conteúdo dele e satisfez as minhas expectativas, pois corresponde exatamente as resenhas que li antes de comprá-lo: é uma obra que leva o conhecimento a um público amplo através de uma linguagem acessível.

História Concisa do Brasil - Boris Fausto
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Jul 17 2007

Eu só acredito vendo! … Então veja!

Autor: Marcos Dell Antonio - Categorias: Cotidiano, Tecnologia

Quando li no blog do Henrique sobre o RobotReplay não acreditei que fosse tão sério assim. Até comentei discretamente com alguns amigos e colegas de trabalho. Coisa do tipo: oh, existe, nunca usei, dizem que é bom, mas vá saber.

Para os que ainda não conhecem, o RobotReplay é um serviço que permite gravar a interação que um usuário realizou ao visitar um determinado site. Sim! Ele grava clicks, sroll, etc. Além de funcionar muito bem, o serviço é oferecido sem custo algum. Basta efetuar o cadastro, adicionar um java script no código fonte do site e aguardar as visitas.

Algumas horas após a “instalação” já pude conferir os resultados no site do serviço através da opção My Sessions. É tudo muito impressionante, coisa do tipo inacreditável pra quem nunca tinha visto algo parecido. Tá lá: tudo o que diversos usuários fizeram no meu blog ficou registrado.

A única questão que levanto em torno disto é a seguinte: quanto podemos (legalmente) saber da navegação dos nossos usuários?

Até +.

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Jul 15 2007

Gerando arquivos de documentação no Visual Studio 2005

Autor: Marcos Dell Antonio - Categorias: .NET

Depois de finalizar um projeto no VS 2005 achei que gerar a documentação dele seria um simples clique sobre uma das opções do menu e ponto final.

Nada disso. Nem no VS 2003 e muito menos no 2005 as coisas são tão simples. No 2003 usa-se o NDoc, e se você quer gerar pra VB ainda precisará de alguns passos a mais, conforme descrito pelo Israel Aéce.

Para o VS 2005 já não é mais possível utilizar o NDoc, pois ele foi descontiuado e não suporta dlls e executáveis compilados para o .NET 2.0. A solução, neste caso, é utilizar Sandcastle juntamente com o Sandcastle help file builder. O primeiro é uma ferramenta que via linha de comando gera os arquivos de documentação. Já o segundo é uma interface gráfica para esta ferramenta que torna o trabalho muito mais fácil. O Ramon Durães publicou um ótimo artigo sobre o assunto no site Linha de Código.

Seguindo rigorosamente os passos que ele descreveu no artigo, dei de cara com o seguinte erro:

Error: Unresolved assembly reference: Microsoft.WindowsMobile.DirectX (Microsoft.WindowsMobile.DirectX, Version=2.0.0.0, Culture=neutral, PublicKeyToken=969db8053d3322ac) required by ThreeDV

Last step completed in 00:00:03.6719

BUILD FAILED: Unexpected error in last build step. See output above for details.

Isso aconteceu pois o Sandcastle não conseguiu resolver algumas dependências (referências) do meu projeto. Em outras palavras, ele não conseguiu encontrar algumas dlls que estavam referenciadas, pois, acredito eu, elas não estavam no Global Assembly Cache (GAC). Logo, se você possui outras dlls (sejam elas de terceiros ou class libraries que você mesmo criou) provavelmente o mesmo erro ocorrerá.

Para resolver este problema você deve informar ao Sandcastle onde estão essas dlls. No meu caso foi simples. Fui até o Visual Studio e na lista de referências obtive o local exato de todas as dlls que provavelmente ele não estava encontrando. Veja:

Referências não encontradas pelo Sandcastle
Dlls não encontradas pelo Sandcastle

Local exato de uma dll
Local exato de uma determinada referência / dll

Depois disso, bastou verificar nas propriedades de cada uma (botão direito / propriedades) a localização e copiá-las para uma pasta qualquer (eu copiei para o mesmo diretório do executável que pretendia gerar a documentação).

Feito isto, no Sandcastle help file builder escolha a opção Dependencies e adicione o diretório onde você copiou as dlls. Veja:

Sandcastle help file builder - Dependências
Dependências do projeto

Adicionando uma dependência ao projeto
Adicionando uma dependência ao projeto

Pronto. Agora basta gerar a documentação através do menu Documentation / Build Project. Não estranhe se demorar, pois aqui levou mais de 5 minutos.
Até +.

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Jul 09 2007

Refatoração no Visual Studio .NET 2003

Autor: Marcos Dell Antonio - Categorias: .NET, Delphi

Quem já utilizou uma boa ferramenta de refactoring (como a do Eclipse) não consegue mais desenvolver código legível quando não tem à disposição este recurso. Digo isto por experiência própria, pois apesar de trabalhar com Delphi na maior parte do tempo, sempre utilizo o Visual Studio 2005 em projetos pessoais.

Para o Visual Studio 2003 o jeito é utilizar uma ferramenta de terceiros. No site Refactoring existe uma extensa lista com diversas sugestões de ferramentas para diversas linguagens e plataformas. Para .NET existem cinco. Eu acabei de instalar e testar a ReSharper, que parece ser a mais madura de todas. Aparentemente cumpre com o que promete, mas não possui o recurso de encapsulação de múltiplos campos (você deve gerar o get e o set para cada campo, um de cada vez). Se fosse no Eclipse bastaria utilizar a opção Generate getters and setters. Até mesmo o Delphi faz melhor neste sentido: Ctrl+Shift+C e pronto, todas as declarações private são publicadas através de métodos get e set.

Ah, se você procura alguma ferramenta desde tipo para Delphi, encontrei ao acaso a ModelMaker Code Explorer. Faça o teste! :)

T+

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Jul 09 2007

Meu querido diário…

Autor: Marcos Dell Antonio - Categorias: Cotidiano

Sabe aqueles dias que vão ficar marcados pra sempre na vida do cara? Aqueles que você precisa bater no peito, gritar forte e mandar vir o que tiver pela frente? Momentos que você resolve um problema e não consegue ficar feliz por mais de 5 minutos pois sabe que deve levantar a cabeça e ir mais em frente ainda?

Se você não conhece algo parecido, então continue lendo este post e descobrirá o que pode acontecer durante três dias na vida de um acadêmico com 22 anos de idade.

Quarta feira, 04/07 - 13:30: entrevista de emprego

Um dia antes da apresentação de um TCC que passei aproximadamente 4 meses pesquisando e desenvolvendo, está marcada minha entrevista definitiva (a terceira) com uma empresa multinacional de grande porte na área de TI.

Cheguei no local da entrevista acompanhado de um colega que tinha acabado de conhecer na sala de espera. Até então achava que ele era um concorrente, mas depois descobri que éramos os selecionados para esta etapa final e que tudo dependia do líder da célula para que nossas vidas tomassem outro rumo. Depois de uma ótima conversa com ele, incluindo algumas explicações superficiais sobre o projeto e uma leve pincelada no framework NHibernate, sai daquela sala aliviado. Estava contratado! :)

Primeiro alívio. Momentâneo, pois no outro dia tinha que resolver um caso iniciado há 4 anos e meio…

Quinta feira, 05/07 - 13:30: apresentação do TCC

Cheguei na Universidade as 13h. Fui até a sala D202 e aguardei alguns minutos até o coordenador da disciplina chegar. Entrei na sala, bati um papo com ele e logo em seguida comecei a preparar o notebook para a apresentação final.

Por sorte meu orientador se atrasou alguns minutos e tive bastante tempo extra para revisar os PPTs e toda a apresentação do projeto em si. É claro que isso tudo eu já tinha feito um dia antes e também antes de sair de casa. Mas não custa nada fazer pela terceira vez.

Eis que começa a apresentação. Nervosismo a toda. Nunca fiquei tão nervoso perante os espectadores. Sempre tive uma enorme facilidade em me comunicar e expor minhas idéias. Mas neste dia, talvez por conseqüência dos outros, eu estava tenso. Era evidente: mãos se mexendo a todo instante, leves gaguejadas e uma completa distração com o tempo total da apresentação (30 minutos). Quase estourou. Eu disse quase!

Apesar de tudo isto, quando cheguei no fim da apresentação e terminei de pronunciar a última palavra, senti aquela sensação de “vamos lá, digam alguma coisa, não me deixem neste silêncio”. Foi quando os membros começaram a se pronunciar.

Simplesmente fantástico. Não tenho palavras pra descrever a emoção que foi escutar três pessoas altamente graduadas (mestres e doutores) elogiando um trabalho que tomou muito tempo e dedicação durante 4 anos e meio, afinal não adquiri todo o conhecimento que tenho nos últimos 6 meses.

Adeus vida de estudante

Linda história né? Mas e o emprego atual? Como ficaria? Agora estou formado, com um emprego novo mas meu chefe atual ainda não sabe!

Sexta feira, 06/07 - 15:00: a demissão

Meus ex-chefes são de origem tão simples quanto a minha. Ambos do interior do estado de Santa Catarina, de cidades com não mais de 15 mil habitantes.

Um deles conheço há quatro anos, desde que entrei na empresa e ele era funcionário (programador Delphi) como eu. Batalhou e cresceu pessoalmente e profissionalmente na vida. Hoje é um dos sócios da empresa. Passou de colega de trabalho pra chefe, mas a relação pessoal entre eu e ele permaneceu a mesma.

Sabe o que ele me disse quando falei sobre a tal oportunidade na nova empresa? “Vai cara, não perde esta oportunidade, se for preciso passa meu telefone pra eles que se depender de mim você está empregado”.

O outro chefe conheço há muito menos tempo, aproximadamente 1 ano e meio. Tem basicamente a mesma história do anterior e, felizmente, a mesma opinião. Também me deu apoio total e ainda conversamos um monte sobre as perspectivas de crescimento nesta nova empresa.

Duas pessoas de ótima índole que tenho como amigos.

Pois bem, foi assim que passei estes últimos três dias. Depois deste post é que ficou claro o que realmente aconteceu comigo. Até então não tinha conseguido sintetizar os fatos. Agora ficou claro: estou formado e com um novo emprego.

Até +.

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Jul 08 2007

Blogando com efetividade

Autor: Marcos Dell Antonio - Categorias: Blogging

O blog Efetividade.net completou seu primeiro aniversário no dia 22 de junho deste ano. Para comemorar esta data especial, o autor Augusto Campos está oferecendo alguns brindes para estimular os leitores a escreverem sobre produtividade pessoal.

Com base na experiência adquirida ao longo dos últimos onze meses como funblogger, resolvi participar do desafio e escrever algumas dicas sobre como blogar com mais efetividade.

Todas as técnicas apresentadas abaixo são conseqüências (soluções) das dificuldades que encontrei desde a primeira publicação, feita no dia 22 de setembro de 2006. Logo, nada mais saudável do que compartilhar elas com a blogosfera e outros interessados. Sinta-se à vontade para criticá-las.

Nota: algumas dicas foram escritas com base no sistema para gerenciamento de blogs Wordpress, mas provavelmente podem ser aplicadas a outros.

Navegador: uma janela e várias abas

O requisito básico para blogar com efetividade é ter um navegador decente. Isto significa que a sua ferramenta de acesso à internet deve ter pelo menos o recurso de abas (tabbed browsing) e também um gerenciador de favoritos que possa ficar em uma barra de ferramentas, tal como o apresentado na imagem abaixo:

Navegador - Barra de ferramentas e organização das abas

A área destacada por um quadrado vermelho é a barra de ferramentas com alguns dos meus favoritos. Um recurso muito interessante e também demonstrado na imagem acima é a utilização de um separador (traço vertical entre os favoritos GReader e Blog) conforme o contexto dos links. No meu caso, separei dois serviços de e-mail e um leitor de feeds do que está relacionado com o blog. Assim, fica mais fácil visualizar e encontrar todas as ferramentas necessárias.

Outro aspecto muito importante que também está demonstrado nesta figura é a ordenação das abas. Eu utilizo sempre a seguinte seqüencia quando vou escrever algum post no blog:

  1. Link principal do blog: sempre que for preciso fazer um refresh pra ver como uma publicação aparece na página principal, basta acessar esta aba e utilizar o recurso de atualização do site (normalmente acessível através da tecla de atalho F5);
  2. Página de edição do post: o segundo link é sempre a página onde estou digitando o post;
  3. Preview do post: durante a redação do texto é muito comum que o autor queira visualizar o que produziu até agora. Com esta aba aberta, basta atualizá-la para ver como ficará o conteúdo quando o post for publicado;
  4. Outros links: é praticamente impossível escrever um post sem utilizar outras referências. Da quarta aba em diante eu costumo manter diversos outros links que utilizo durante a redação do meu texto.

Seguindo essas regas básicas de organização de abas torna-se muito simples e rápido utilizar a navegação entre elas através das teclas de atalho Ctrl+Shift+Tab (ir para a aba anterior - à esquerda) e Ctrl+Tab (ir para a próxima aba - à direita).

Se o seu navegador não possui as funcionalidades comentadas acima, está na hora de você conhecer outro: Firefox.

Acesso FTP ao servidor

É praticamente impossível gerenciar um blog sem acessar o servidor onde ele está hospedado. Muitos utilizam o acesso FTP através do próprio navegador, mas eu não sou muito adepto desta prática. Prefiro utilizar um software auxiliar com algumas dezenas a mais de recursos.

O utilitário que me acompanha em casa e no trabalho para acessar servidores FTP é o FileZilla. Ele é um cliente FTP muito fácil de ser utilizado. Com ele consigo gerenciar múltiplas contas com diversos servidores. Veja:

FileZilla - Gerenciamento das contas

Depois que a conexão foi estabelecida com o servidor uma tela no estilo do Windows Explorer será apresentada. Nela você poderá executar diversas operações (enviar, fazer o download, apagar, renomear, etc) com os arquivos que estão localmente e no servidor. Veja:

FileZilla - Tela principal

Na figura acima, no lado esquerdo, você pode observar a estrutura de pastas do seu computador e logo abaixo os arquivos de cada uma delas.

Na parte que fica mais à direita estão os arquivos do servidor. Eu sempre faço o download deles na área de trabalho (desktop) e, após finalizar as alterações, envio ao servidor e apago todos eles. Utilizo esta técnica pois não tenho muitos ícones na minha área de trabalho. Se o seu desktop já estiver superlotado, recomendo a criação de uma pasta temporária para hospedar os arquivos que você pega do servidor. Isto evitará que eles se percam no meio dos seus links e/ou arquivos da área de trabalho.

Um outro recurso que utilizo com bastante freqüência é a opção View / Edit, acessível com um clique do botão direito do mouse sobre um arquivo local ou remoto. Antes de utilizar esta opção você deverá configurar qual é o software que será responsável para visualizar / editar o tipo de arquivo que você pretende abrir. Isto pode ser feito no menu Edit / Settings. Na janela aberta, vá até a opção Interface settings e posteriormente até File viewing / editing. No campo Custom file associations você deverá definir qual programa será utilizado conforme a extensão do arquivo. Veja um exemplo:

FileZilla - Opções de visualização e edição de arquivos

Edição de temas

O próprio Wordpress fornece um mecanismo para personalização dos temas que estão no servidor. Eu não gosto muito, pois diversos recursos que estou acostumado no dia-a-dia não estão disponíveis.

Sempre que preciso fazer alguma alteração neste sentido utilizo um software chamado Notepad++. Ele é open source (código aberto) e roda no sistema operacional Windows.

Os recursos que mais utilizo do Notepad++ são o syntax highlighting, que destaca determinadas palavras do código fonte utilizando cores, e o auto-completion, que completa automaticamente determinados trechos de código quando o usuário pressiona as teclas Ctrl + Barra de espaço. Ambos, é claro, suportam a linguagem PHP. Veja alguns exemplos destes recursos:

Notepad++: Syntax HighlightingNotepad++: Syntax Highlighting

Notepad++: Code-completionNotepad++: Code-completion

Redação dos textos

Esta é a tarefa mais repetitiva que um blogger pode ter. Se você não for eficiente ao redigir seus textos, certamente será muito difícil produzir um bom resultado e, conseqüentemente, seus leitores sairão insatisfeitos do seu blog.

A primeira dica neste sentido é sobre o tamanho do campo para a digitação dos textos no Wordpress. Você pode aumentá-lo até onde quiser, mas a não ser que você tenha um monitor que nem o do Augusto, eu recomendo que mantenha o tamanho deste campo de tal forma que possa visualizá-lo por completo no seu monitor / navegador.

Se o tamanho do campo para digitação do post for maior que a área livre do seu browser, provavelmente você precisará utilizar o scroll do navegador para acessar as partes do texto que não aparecem na tela. Isto é extremamente incomodo, pois junto com o texto todas as ferramentas da caixa de digitação são movimentadas também. Ou seja, se você está no fim do seu texto e precisa aplicar o efeito negrito a uma palavra, por exemplo, terá que rolar todo o site até aparecer a barra de ferramentas da caixa de digitação, aplicar o efeito e rolar tudo novamente até chegar ao fim do post para continuar a digitação.

A segunda e última dica sobre a redação dos textos é a utilização dos Custom Fields. Este é um recurso muito útil quando precisamos inserir informações extras (meta-data) em um post. Veja, por exemplo, o post Estrela da Vida Inteira, que é um dos livros do Espaço Cultural deste blog. No final dele existe uma nota indicando que o texto não foi escrito pelo autor do blog e que é uma contribuição de um dos leitores, veja:

Nota no fim do post Estrela da Vida Inteira

Deixar esta nota fixa, inserida em cada post, é um grande equívoco, pois se você precisar remover ou alterá-la algum dia, terá que fazer isto em todos os posts publicados. A maneira mais correta de fazer isto é utilizando um Custom Field. Neste caso, criei um chamado Autor. Para criá-lo basta utilizar a opção Custom Fields logo abaixo da caixa de digitação do post. Veja:

Custom Fields

Digite o nome da Key (Autor), seu valor para o post atual (Amanda) e clique no botão Add Custom Field. Feito isto, a Key informada neste post estará disponível em todos os outros e você poderá definir o valor que bem entender.

Agora basta testar o Custom Field criado e conforme o seu valor mostrar ou não a nota de rodapé. Nos posts da seção Espaço Cultural faço o seguinte teste:

Custom Field - Teste

No teste acima não deixei o mesmo texto da nota pois não caberia na screenshot, mas você pode manipular este texto conforme for preciso. Repare que a função utilizada para recuperar o valor do Custom Field é a get_post_meta.

Um pouco de acessibilidade não dói nada

Depois que o Bruno Torres levantou uma bandeira em prol da luta pela Acessibilidade na Web brasileira, este assunto caiu na boca do povão (leia-se: a maioria dos desenvolvedores) e passou a ser discutido como já deveria ser há anos.

Confesso que ainda não consegui aplicar todos os conceitos que gostaria no meu blog, mas entenda, sou um ex-acadêmico que há duas semanas corria atrás dos últimos detalhes do Trabalho de Conclusão de Curso e também de uma mudança repentina de emprego.

Apesar disto, tenho duas dicas muito simples e básicas que todos já deveriam saber e, é lógico, aplicar. A primeira delas é a utilização do atributo ALT nas tags IMG. Segundo a W3C, o ALT é um texto alternativo que deve ser mostrado pelo navegador quando a imagem não pode ser carregada. Veja alguns exemplos de como utilizá-lo nas imagens acima desde post.

A segunda dica diz respeito ao atributo TITLE da tag A (link). Apesar de ser opcional, ele é muito útil nas seguintes situações:

  • Se há mais de um link na página com diferentes textos, mas apontando para o mesmo endereço, diferenciar os links utilizando o atributo “title”;
  • Se há mais de um link na página com textos iguais, todos estes links devem apontar para o mesmo endereço. Se não for possível, diferenciar os links utilizando o atributo “title”.

Fonte: SERPRO (o texto original foi adaptado por mim)

Eu sempre utilizo o atributo TITLE, independente da situação. As vezes até mesmo quem não possui deficiência alguma é tem um pouco de trabalho para identificar o conteúdo de um link antes de clicar nele, então eu tento tornar isso mais fácil através de uma descrição bem objetiva utilizando o atributo TITLE.

É claro que estas duas dicas são só os degraus da iniciação no que diz respeito a acessibilidade na web. Se você tiver mais interesse no assunto, não deixe de conferir os posts do Bruno Torres sobre o assunto e também o portal Acesso Digital.

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Jul 04 2007

Estrela da Vida Inteira

Autor: Marcos Dell Antonio - Categorias: Uncategorized

“O que o autor quis dizer?”

Está é uma das perguntas mais comuns ao se ler e tentar compreender um poema. A análise de poemas requer a compreensão de que as mais variadas leituras podem ser válidas.

O poeta se distancia ou se aproxima de si mesmo. O eu-lírico pode assumir características muito semelhantes às do autor ou então pensar de forma completamente contrária. Esta nova personalidade que o autor tem a possibilidade de assumir pode viajar por onde o poeta apenas viajou por leituras, pode ser alguém que o autor gostaria de ter sido ou até viver situações que este gostaria de ter vivido.

Manuel Bandeira, grande poeta brasileiro, aproxima muito a caracterização de seu eu-lírico com a sua vida pessoal. Suas poesias falam muito de vida e de morte, de experiências cotidianas. Muitas antíteses, muitas tristezas, muitos amores. Isto devido a sua vida em espera da morte. Por ser tísico, a qualquer momento poderia falecer, apesar de ter vivido mais de 80 anos. Transparecia sua tristeza em suas poesias.

Estrela da Vida Inteira é a reunião de poesias completas de Bandeira. Nesta obra observamos os mais variados sentimentos que podem ser vividos por qualquer pessoa, o que levava o autor a se auto-caracterizar “poeta menor” (das coisas simples, das coisas cotidianas).

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É comum na obra de Bandeira a utilização de expressões e palavras do cotidiano. Os temas são basicamente o amor, a simplicidade e a morte. A frustração e a felicidade provisória, que fazem com que o eu-lírico viaje e viva situações que o autor declarava abertamente não poder ter vivido devido a sua enfermidade, também são muito presentes na obra. O eu-lírico pode em muitas passagens ser confundido com o próprio autor, principalmente relacionado com a frustração.

O poema Testamento retrata as principais características de Bandeira (morte, tristeza e frustração). Um poema muito importante e que aponta muitas características que levam o leitor à confusão em relação a autor e eu-lírico. A menção a não ter tido filhos, o desejo de ter sido arquiteto, a auto-caracterização de poeta menor, a menção da doença e outras características. Criou-me desde eu menino,/ Para arquiteto meu pai / Foi-se-me um dia a saúde… / Fiz-me arquiteto? Não pude! / Sou poeta menor, perdoai!

Destaco também o poema Desencanto, um metapoema que seleciona o tipo de leitor a quem é dirigido. Em uma estrutura diferente, o último verso da última estrofe é separado (destacado) do resto do poema, possibilitando a leitura de que este verso representa a morte, o fim. O ritmo deste poema marca também grande angústia, leitura pesada, dolorosa. E nestes versos de angústia rouca / Assim dos lábios a vida corre, / Deixando um acre sabor na boca. / - Eu faço versos como quem morre.

E com esta simplicidade, cheia de requinte, Bandeira envolve o leitor a partir de seus desejos, seus medos, seus anseios, reduzindo todas as coisas da vida em nível essencial.

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Jul 04 2007

Continhos Galantes

Autor: Marcos Dell Antonio - Categorias: Uncategorized

Continhos Galantes é a reunião de 12 das melhores narrativas curtas escritas pelo grande contista moderno Dalton Trevisan. A obra é incrível na simplicidade, nos temas cotidianos, nas insinuações sexuais e no retrato perverso da índole humana, retratados de forma genial pelo maior contista brasileiro ainda vivo.

Ponto muito importante para se ler Dalton Trevisan é observar a presença do não-sujeito, que aparece na maioria dos contos. Um sujeito principal e ao mesmo tempo secundário, que dá ao conto um ar tenso ou inconsciente. O modo como o não-sujeito rege o contexto dos contos é incrível. A intervenção apenas por menção, a presente não-presença.

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Destaco os contos “Na pontinha da Orelha” (presença ausente de D. Gabriela, que garante o clima tenso da cena erótica), “Cafezinho com Sonho” (insinuação sexual sutil e marcante), “O Matador” (o sexo de forma masoquista com uma garota de programa), “Abismo de Rosas” (traição, descreve o encontro sexual) e “Orgias do Minotauro”, um pouco mais extenso (jogo da sedução, persuasão).

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