O blog Efetividade.net completou seu primeiro aniversário no dia 22 de junho deste ano. Para comemorar esta data especial, o autor Augusto Campos está oferecendo alguns brindes para estimular os leitores a escreverem sobre produtividade pessoal.
Com base na experiência adquirida ao longo dos últimos onze meses como funblogger, resolvi participar do desafio e escrever algumas dicas sobre como blogar com mais efetividade.
Todas as técnicas apresentadas abaixo são conseqüências (soluções) das dificuldades que encontrei desde a primeira publicação, feita no dia 22 de setembro de 2006. Logo, nada mais saudável do que compartilhar elas com a blogosfera e outros interessados. Sinta-se à vontade para criticá-las.
Nota: algumas dicas foram escritas com base no sistema para gerenciamento de blogs Wordpress, mas provavelmente podem ser aplicadas a outros.
Navegador: uma janela e várias abas
O requisito básico para blogar com efetividade é ter um navegador decente. Isto significa que a sua ferramenta de acesso à internet deve ter pelo menos o recurso de abas (tabbed browsing) e também um gerenciador de favoritos que possa ficar em uma barra de ferramentas, tal como o apresentado na imagem abaixo:

A área destacada por um quadrado vermelho é a barra de ferramentas com alguns dos meus favoritos. Um recurso muito interessante e também demonstrado na imagem acima é a utilização de um separador (traço vertical entre os favoritos GReader e Blog) conforme o contexto dos links. No meu caso, separei dois serviços de e-mail e um leitor de feeds do que está relacionado com o blog. Assim, fica mais fácil visualizar e encontrar todas as ferramentas necessárias.
Outro aspecto muito importante que também está demonstrado nesta figura é a ordenação das abas. Eu utilizo sempre a seguinte seqüencia quando vou escrever algum post no blog:
- Link principal do blog: sempre que for preciso fazer um refresh pra ver como uma publicação aparece na página principal, basta acessar esta aba e utilizar o recurso de atualização do site (normalmente acessível através da tecla de atalho F5);
- Página de edição do post: o segundo link é sempre a página onde estou digitando o post;
- Preview do post: durante a redação do texto é muito comum que o autor queira visualizar o que produziu até agora. Com esta aba aberta, basta atualizá-la para ver como ficará o conteúdo quando o post for publicado;
- Outros links: é praticamente impossível escrever um post sem utilizar outras referências. Da quarta aba em diante eu costumo manter diversos outros links que utilizo durante a redação do meu texto.
Seguindo essas regas básicas de organização de abas torna-se muito simples e rápido utilizar a navegação entre elas através das teclas de atalho Ctrl+Shift+Tab (ir para a aba anterior - à esquerda) e Ctrl+Tab (ir para a próxima aba - à direita).
Se o seu navegador não possui as funcionalidades comentadas acima, está na hora de você conhecer outro: Firefox.
Acesso FTP ao servidor
É praticamente impossível gerenciar um blog sem acessar o servidor onde ele está hospedado. Muitos utilizam o acesso FTP através do próprio navegador, mas eu não sou muito adepto desta prática. Prefiro utilizar um software auxiliar com algumas dezenas a mais de recursos.
O utilitário que me acompanha em casa e no trabalho para acessar servidores FTP é o FileZilla. Ele é um cliente FTP muito fácil de ser utilizado. Com ele consigo gerenciar múltiplas contas com diversos servidores. Veja:

Depois que a conexão foi estabelecida com o servidor uma tela no estilo do Windows Explorer será apresentada. Nela você poderá executar diversas operações (enviar, fazer o download, apagar, renomear, etc) com os arquivos que estão localmente e no servidor. Veja:

Na figura acima, no lado esquerdo, você pode observar a estrutura de pastas do seu computador e logo abaixo os arquivos de cada uma delas.
Na parte que fica mais à direita estão os arquivos do servidor. Eu sempre faço o download deles na área de trabalho (desktop) e, após finalizar as alterações, envio ao servidor e apago todos eles. Utilizo esta técnica pois não tenho muitos ícones na minha área de trabalho. Se o seu desktop já estiver superlotado, recomendo a criação de uma pasta temporária para hospedar os arquivos que você pega do servidor. Isto evitará que eles se percam no meio dos seus links e/ou arquivos da área de trabalho.
Um outro recurso que utilizo com bastante freqüência é a opção View / Edit, acessível com um clique do botão direito do mouse sobre um arquivo local ou remoto. Antes de utilizar esta opção você deverá configurar qual é o software que será responsável para visualizar / editar o tipo de arquivo que você pretende abrir. Isto pode ser feito no menu Edit / Settings. Na janela aberta, vá até a opção Interface settings e posteriormente até File viewing / editing. No campo Custom file associations você deverá definir qual programa será utilizado conforme a extensão do arquivo. Veja um exemplo:

Edição de temas
O próprio Wordpress fornece um mecanismo para personalização dos temas que estão no servidor. Eu não gosto muito, pois diversos recursos que estou acostumado no dia-a-dia não estão disponíveis.
Sempre que preciso fazer alguma alteração neste sentido utilizo um software chamado Notepad++. Ele é open source (código aberto) e roda no sistema operacional Windows.
Os recursos que mais utilizo do Notepad++ são o syntax highlighting, que destaca determinadas palavras do código fonte utilizando cores, e o auto-completion, que completa automaticamente determinados trechos de código quando o usuário pressiona as teclas Ctrl + Barra de espaço. Ambos, é claro, suportam a linguagem PHP. Veja alguns exemplos destes recursos:
Notepad++: Syntax Highlighting
Notepad++: Code-completion
Redação dos textos
Esta é a tarefa mais repetitiva que um blogger pode ter. Se você não for eficiente ao redigir seus textos, certamente será muito difícil produzir um bom resultado e, conseqüentemente, seus leitores sairão insatisfeitos do seu blog.
A primeira dica neste sentido é sobre o tamanho do campo para a digitação dos textos no Wordpress. Você pode aumentá-lo até onde quiser, mas a não ser que você tenha um monitor que nem o do Augusto, eu recomendo que mantenha o tamanho deste campo de tal forma que possa visualizá-lo por completo no seu monitor / navegador.
Se o tamanho do campo para digitação do post for maior que a área livre do seu browser, provavelmente você precisará utilizar o scroll do navegador para acessar as partes do texto que não aparecem na tela. Isto é extremamente incomodo, pois junto com o texto todas as ferramentas da caixa de digitação são movimentadas também. Ou seja, se você está no fim do seu texto e precisa aplicar o efeito negrito a uma palavra, por exemplo, terá que rolar todo o site até aparecer a barra de ferramentas da caixa de digitação, aplicar o efeito e rolar tudo novamente até chegar ao fim do post para continuar a digitação.
A segunda e última dica sobre a redação dos textos é a utilização dos Custom Fields. Este é um recurso muito útil quando precisamos inserir informações extras (meta-data) em um post. Veja, por exemplo, o post Estrela da Vida Inteira, que é um dos livros do Espaço Cultural deste blog. No final dele existe uma nota indicando que o texto não foi escrito pelo autor do blog e que é uma contribuição de um dos leitores, veja:

Deixar esta nota fixa, inserida em cada post, é um grande equívoco, pois se você precisar remover ou alterá-la algum dia, terá que fazer isto em todos os posts publicados. A maneira mais correta de fazer isto é utilizando um Custom Field. Neste caso, criei um chamado Autor. Para criá-lo basta utilizar a opção Custom Fields logo abaixo da caixa de digitação do post. Veja:

Digite o nome da Key (Autor), seu valor para o post atual (Amanda) e clique no botão Add Custom Field. Feito isto, a Key informada neste post estará disponível em todos os outros e você poderá definir o valor que bem entender.
Agora basta testar o Custom Field criado e conforme o seu valor mostrar ou não a nota de rodapé. Nos posts da seção Espaço Cultural faço o seguinte teste:

No teste acima não deixei o mesmo texto da nota pois não caberia na screenshot, mas você pode manipular este texto conforme for preciso. Repare que a função utilizada para recuperar o valor do Custom Field é a get_post_meta.
Um pouco de acessibilidade não dói nada
Depois que o Bruno Torres levantou uma bandeira em prol da luta pela Acessibilidade na Web brasileira, este assunto caiu na boca do povão (leia-se: a maioria dos desenvolvedores) e passou a ser discutido como já deveria ser há anos.
Confesso que ainda não consegui aplicar todos os conceitos que gostaria no meu blog, mas entenda, sou um ex-acadêmico que há duas semanas corria atrás dos últimos detalhes do Trabalho de Conclusão de Curso e também de uma mudança repentina de emprego.
Apesar disto, tenho duas dicas muito simples e básicas que todos já deveriam saber e, é lógico, aplicar. A primeira delas é a utilização do atributo ALT nas tags IMG. Segundo a W3C, o ALT é um texto alternativo que deve ser mostrado pelo navegador quando a imagem não pode ser carregada. Veja alguns exemplos de como utilizá-lo nas imagens acima desde post.
A segunda dica diz respeito ao atributo TITLE da tag A (link). Apesar de ser opcional, ele é muito útil nas seguintes situações:
- Se há mais de um link na página com diferentes textos, mas apontando para o mesmo endereço, diferenciar os links utilizando o atributo “title”;
- Se há mais de um link na página com textos iguais, todos estes links devem apontar para o mesmo endereço. Se não for possível, diferenciar os links utilizando o atributo “title”.
Fonte: SERPRO (o texto original foi adaptado por mim)
Eu sempre utilizo o atributo TITLE, independente da situação. As vezes até mesmo quem não possui deficiência alguma é tem um pouco de trabalho para identificar o conteúdo de um link antes de clicar nele, então eu tento tornar isso mais fácil através de uma descrição bem objetiva utilizando o atributo TITLE.
É claro que estas duas dicas são só os degraus da iniciação no que diz respeito a acessibilidade na web. Se você tiver mais interesse no assunto, não deixe de conferir os posts do Bruno Torres sobre o assunto e também o portal Acesso Digital.