Oct 23 2008
Tech Ed 2008 - Tendências Tecnológicas
Tive a oportunidade de participar do Tech Ed 2008 em São Paulo há aproximadamente uma semana conforme já descrevi em outros posts. Hoje vou comentar sobre algo que é o core de um evento como o Tech Ed: apresentar as tendências tecnológicas do presente e do futuro.
Antes de tudo, um pouco sobre o evento:
- O que é o Tech Ed? É um dos maiores - se não o maior - evento sobre tecnologia do Brasil, sendo que nesta última edição contou com aproximadamente 2.000 inscritos. Ele acontece única e exclusivamente em 12 países, portanto todos podem ter certeza de que o Brasil está muito bem visto no que diz respeito a tecnologia;
- Qual a abrangência do evento? Ele é focado em desenvolvedores e profissionais de TI, além de contar com palestras também para DBAs e gestores. Os conteúdos sempre são relacionados a tecnologias atuais e tendências para um futuro próximo;
- Quem estava lá? Muitos nomes de peso, dentre eles Steve Ballmer (CEO da Microsoft), Steve Riley (estrategista sênior de segurança da Microsoft), diversos MVPs brasileiros (Renato Haddad, Ramon Durães, etc) e muitos outros profissionais de altíssimo nível.
Abaixo as tendências apresentadas no evento.
- Dynamic IT, por Steve Ballmer
O keynote do evento foi apresentado pelo Ballmer que durante todo o tempo falou muito sobre Dynamic IT, uma nova abordagem da Microsoft onde a demanda do cliente e a oferta do produto são unidos por um processo dinâmico. A consequência disto é que a TI “deixa definitivamente de ser encarada como centro de custo e passa a ser um centro de geração de negócios“.

Os pilares dessa TI dinâmica são compostos por virtualização, interface de usuário rica, interoperabilidade e software como serviço.
- Dynamic IT: Virtualização
O conceito é simples: vários sistemas operacionais na mesma máquina. O resultado é fantástico: redução de custos.
Ao invés de reservar um CPD enorme para diversos servidores cada um com seu sistema operacional, por que não utilizar somente um servidor, consumindo menos energia e recursos de administração em um local muito menor? É aqui que entra a virtualização.

Este não é um conceito revolucionário e tão pouco desta década. O que mudou é que agora ele está maduro e as tecnologias da Microsoft estão preparadas e principalmente integradas para suportar este recursos.
O Windows Server 2008 já traz built-in um aplicativo chamado Hyper-V, que oferece suporte completo para virtualização. Tudo integrado, com fácil acesso e configuração muito simples.
O mais legal de tudo isso é a capacidade de ter uma instalação de um SO completamente independente do hardware. Em outras palavras, clicar em um ícone da área de trabalho e rodar uma instalação do Windows Vista com todos os meus aplicativos preferidos, por exemplo.
Se isso tudo ainda não convenceu, saiba o que o Erick Sasse faz utilizando virtualização. Na empresa que ele trabalha a máquina responsável pelas builds é virtual. Para migrá-la de um host (hardware) para outro, o único trabalho é fechar a máquina virtual na origem e reativar no destino.
- Dynamic IT: Interface de usuário rica
De nada adianta uma ótima aplicação para armazenamento de dados se estes não podem ser visualizados de uma maneira agradável. Não estou falando simplesmente de um bom layout, posicionamento de elementos e tudo o que já sabemos sobre usabilidade. A palavra chave agora é interatividade.

As interfaces de usuário precisam ser interativas, e muito. Mas de que forma? Elas precisam proporcionar uma experiência rica e atrativa, tal como fez a Saraiva com o novo serviço de vendas de filmes.
As tecnologias chave para este momento são WPF, Silverlight (inclusive para mobile) e Ajax.
- Dynamic IT: Interoperabilidade
Quem um dia não achou que a Microsoft queria distância de todos os outros fornecedores? Quem nunca pensou em desenvolver uma solução fechada, inacessível por outras achando que o retorno seria muito maior pois o usuário se tornaria um dependente dela?
Quem pensou desta forma está passando por um momento onde deve rever os seus conceitos. As soluções da Microsoft e todas as outras em geral precisam estar preparadas para comunicarem-se com o mundo externo, e é isto que está acontecendo aí fora.
Interoperabilidade é a capacidade de um sistema e/ou aplicação de se comunicar com outro.
No ritmo que as coisas andam, é quase impossível ter uma solução para todos os problemas. Portanto ela precisa estar aberta e pronta para integrar com outras.
- Software como serviço
Software as service (SaaS) é uma nova forma de entrega de software. Nada mais de instaladores e executáveis rodando localmente em um desktop. A tendência é acessar um endereço eletrônico e lá estar o que eu preciso.
Esse conceito também é conhecido como cloud computing, ou seja, computação nas nuvens. Não interessa como e de onde vem, o que importa é que chegou. Menos ainda me interessa processar os dados, o que eu quero é o resultado final.

Esta nova abordagem para entrega de software permitirá que os setores de TI alterem seu enfoque: ao invés de dar suporte a aplicativos, eles trabalharão gerenciando os serviços oferecidos por estes aplicativos.
Da mesma forma que a virtualização, a distribuição de software como serviço reduz drásticamente o número de recursos (hardware e profissionais) evolvidos na implantação. Qual é o lado bom disto? Redução de custos, ok, mais algum? Sim, competitividade.
A empresa que acabou de implantar um software como serviço deixou de gastar alguns milhões. Logo, se não gostar do resultado pode simplesmente avaliar um outro e ver se atende as necessidades. O custo disso? Não chega nem perto do valor de uma implantação normal.
Outro aspecto muito importante, também parecido com a virtualização, é o foco no negócio que os profissionais de TI poderão ter. Tudo isso é possível pois em uma implantação SaaS a instalação de patches, monitoramento de desempenho, etc, fica por conta do fornecedor, portanto os recursos de TI estão livres destas tarefas.
Por hoje é só.
Até +.















