Jul 24 2007
Quando Nietzsche Chorou
Mais um excelente livro que também já foi comentado diversas vezes aqui no blog e que resolvi torná-lo parte do Espaço Cultural.
Quando Nietzsche Chorou é um romance escrito por Irvin D. Yalom que se passa em Viena no século XIX às vésperas do nascimento da psicanálise. Nietzsche, um dos maiores filósofos da Europa, está à beira do suicídio quando Lou Salomé, uma de suas amigas, pede para Josef Breuer, experiente médico, ajudá-lo através de uma terapia à base da conversa.
Sigmund Freud é um jovem médico que passa grande parte do tempo com Breuer acompanhando seu trabalho. Entre conversas e mais conversas, tanto com Nietzsche e Freud, Breuer descobre que está atormentado por alguns problemas e a cura está nas palavras de Nietzsche.
Confesso que li este livro em 17 dias. É excelente e foi o presente de aniversário que dei para a minha prima.








Outra obra maravilhosa. Ainda não li os outros dois do mesmo autor…..
Novos Nazistas
Outro dia conheci uma garota que era uma daquelas cristãs beatas cheia de restrições morais e aquela xaropada toda, perguntei a ela qual era seu escritor preferido e para minha surpresa ela respondeu: Nietzsche! Como não entendi nada perguntei novamente: mas qual livro dele você leu? Tudo então ficou esclarecido, ela leu quando Nietzsche chorou. Apenas!
A começar pelo título já notei algo totalmente fora dos padrões, procurei me informar e descobri que era um campeão de vendas. Assim que tive contato com o livro, o qual já imaginava ser uma desgraça, confirmei minha teoria ao abrir um capítulo a esmo e ler até o fim. Senti náuseas!
O livro não passa de uma obra esdrúxula, que assim como fizeram os nazistas se apropriando de seus escritos para justificar o arianismo, neste, podemos observar claramente o intuito de autopromoção do Dr. Irvin Yalon, que sem o menor pudor colocou o Gênio Filósofo em uma situação completamente improvável, este que está morto (agora se revirando pela tumba) sem ao menos poder se defender. Total falta de ética! Não somente com Nietzsche, mas também com outros personagens citados neste e em outros livros do autor oportunista. Para quem conhece a obra revolucionária do Filósofo, sabe e muito bem, que apesar de algumas referências verídicas, tudo é manipulado e articulado de forma espúria neste livro, deixando Nietzsche em uma posição completamente contraditória a sua verdadeira postura, ele que se opõe a supressão de diferenças, à padronização de valores e a posição totalitária de interesses, neste caso, jamais teríamos o filósofo dando conselhos melindrosos sobre romance. Nietzsche era completamente contra a transformação de pessoas em peças anônimas da engrenagem global de interesses e a manipulação de corações e mentes pelos grandes dispositivos formadores de opinião; agora vejo, veiculado por um “best seller” (de grande interesse comercial) milhares de pessoas engrandecendo este ultraje, sem ao menos saber quem foi o filósofo, pessoas que desconhecem completamente sua verdadeira filosofia, história e convicções. Aos interessados em saber verdades sobre o filósofo, recomendo inicialmente a biografia - “Minha irmã e eu” – nela podemos constatar, por exemplo, detalhes esclarecedores, por ele mesmo, sobre a relação incestuosa com Elizabete e a influência negativa da mesma em sua vida, como afastá-lo de Salomé que era Judia, enquanto Elizabete era adepta importante do movimento nazista, assim como podemos observar também seu horror aos nazistas e aos métodos de tratamento no manicômio, que contraria, e muito, a visão de Nietzsche em uma consulta com o psiquiatra. Só em ficção mesmo para acontecer uma coisa como esta. Para os mais interessados procurem obras de filosofia do autor, se é que quem adorou esta afronta intelectual chamada: “Quando Nietzsche chorou”, irá compreender a genialidade do mestre Nietzsche.
Novos Nazistas
Outro dia conheci uma garota que era uma daquelas cristãs beatas cheia de restrições morais e aquela xaropada toda, perguntei a ela qual era seu escritor preferido e para minha surpresa ela respondeu: Nietzsche! Como não entendi nada perguntei novamente: mas qual livro dele você leu? Tudo então ficou esclarecido, ela leu quando Nietzsche chorou. Apenas!
A começar pelo título já notei algo totalmente fora dos padrões, procurei me informar e descobri que era um campeão de vendas. Assim que tive contato com o livro, o qual já imaginava ser uma desgraça, confirmei minha teoria ao abrir um capítulo a esmo e ler até o fim. Senti náuseas!
O livro não passa de uma obra esdrúxula, que assim como fizeram os nazistas se apropriando de seus escritos para justificar o arianismo, neste, podemos observar claramente o intuito de autopromoção do Dr. Irvin Yalon, que sem o menor pudor colocou o Gênio Filósofo em uma situação completamente improvável, este que está morto (agora se revirando pela tumba) sem ao menos poder se defender. Total falta de ética! Não somente com Nietzsche, mas também com outros personagens citados neste e em outros livros do autor oportunista. Para quem conhece a obra revolucionária do Filósofo, sabe e muito bem, que apesar de algumas referências verídicas, tudo é manipulado e articulado de forma espúria neste livro, deixando Nietzsche em uma posição completamente contraditória a sua verdadeira postura, ele que se opõe a supressão de diferenças, à padronização de valores e a posição totalitária de interesses, neste caso, jamais teríamos o filósofo dando conselhos melindrosos sobre romance. Nietzsche era completamente contra a transformação de pessoas em peças anônimas da engrenagem global de interesses e a manipulação de corações e mentes pelos grandes dispositivos formadores de opinião; agora vejo, veiculado por um “best seller” (de grande interesse comercial) milhares de pessoas engrandecendo este ultraje, sem ao menos saber quem foi o filósofo, pessoas que desconhecem completamente sua verdadeira filosofia, história e convicções. Aos interessados em saber verdades sobre o filósofo, recomendo inicialmente a biografia - “Minha irmã e eu” – nela podemos constatar, por exemplo, detalhes esclarecedores, por ele mesmo, sobre a relação incestuosa com Elizabete e a influência negativa da mesma em sua vida, como afastá-lo de Salomé que era Judia, enquanto Elizabete era adepta importante do movimento nazista, assim como podemos observar também seu horror aos nazistas e aos métodos de tratamento no manicômio, que contraria, e muito, a visão de Nietzsche em uma consulta com o psiquiatra. Só em ficção mesmo para acontecer uma coisa como esta. Para os mais interessados procurem obras de filosofia do autor, se é que quem adorou esta afronta intelectual chamada: “Quando Nietzsche chorou”, irá compreender a genialidade do mestre Nietzsche.